A primeira coisa a fazer é definir “boa” e “ruim”. Boa ou ruim para quem? Como diria Einstein, tudo é relativo. Seu vizinho pode considerar péssima uma franquia que para você é ótima. E vice-versa. Portanto, a primeira coisa a fazer é avaliar seu perfil, suas possibilidades (inclusive, mas não apenas, financeiras), suas necessidades (idem), suas competências e carências (ou, como se costuma dizer, seus pontos fortes e fracos), seus sonhos, o que você valoriza e assim por diante. Tem gente que põe a família acima de tudo, assim como há os que não hesitam em sacrificar seu tempo com os filhos em troca de mais grana. Tem gente que só quer lidar com consumidores Classe A e quem tenha mais pendor para o trato com o povão. Há pessoas que levam jeito para gestão administrativo-financeira, outras que se saem melhor na operação propriamente dita e aquelas cuja verdadeira vocação está em vendas. E assim por diante…
Uma coisa que precisamos fazer logo de cara é liquidar com dois mitos: o de que franquia é um negócio que funciona sozinho e o de que existe por aí uma franquia que requer baixo investimento, pouquíssimo trabalho, dá muito status, oferece “risco zero” e, ainda por cima, gera um montão de grana. Cá para nós: se existisse um negócio assim, você acha que eu estaria aqui, batucando no teclado deste meu surrado computador? Estaria numa ilhota do Caribe, isso sim, gozando a montanha de grana que teria acumulado com todas as unidades dessa tal franquia milagrosa…
Dito isto, após uma auto-análise cuidadosa, a primeira coisa a fazer é conhecer as oportunidades atualmente oferecidas no mercado. E, mais especificamente, disponíveis para o território geográfico de seu interesse. Como? Lendo publicações como a Pequenas Empresas Grandes Negócios, consultando sites e guias de franquias, indo a feiras de franquias e visitando a Franchise Store, por exemplo. Busque os ramos mais de acordo com seu perfil, suas necessidades, anseios e possibilidades e, neles, as marcas que mais atraem você. Feito isso, busque o máximo de informações sobre as empresas e as pessoas por trás dessas marcas. Com a Internet, ninguém mais tem desculpa para ser desinformado. Vá eliminando as opções que, por algum motivo, sejam menos adequadas e foque sua pesquisa nas que lhe pareçam mais atraentes. Entre em contato com elas, via site ou fone ou, quando for o caso, via Franchise Store. Mostre seu interesse e peça as informações que quiser.
Quando seu interesse estiver restrito a umas poucas marcas, faça aquilo que considero a medida mais eficaz para saber se, de fato, uma empresa franqueadora entrega o que promete, ou vende o mundo e só entrega um vilarejo: converse pessoalmente com um número razoável de seus franqueados. Como dizia aquele comercial de vodka, “eles são você amanhã”. E, acredite, costumam “abrir o quimono” e contar todos os podres e todas as coisas boas a respeito das redes que integram.
Lembre-se de que, quando se tratar de uma franquia decente, enquanto a estiver analisando, você também estará sendo analisado pela equipe da franqueadora. Do mesmo jeito que você quer encontrar a franquia mais adequada para você, uma empresa franqueadora que se dê ao respeito também estará buscando, para integrar sua rede, apenas franqueados que tenham uma razoável chance de serem bem sucedidos.
Marcelo Cherto